terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Compartilhando um olhar
Conta-se que um homem sofreu um grave acidente, e foi hospitalizado, tendo sido colocado de bruços, encostado a uma parede, onde só podia olhar para o chão. Reclamando de dores e muito deprimido, pediu ao seu companheiro de quarto que lhe descrevesse ao menos o que este via pela janela. "Claro que sim", respondeu o companheiro de quarto. "Hoje eu vejo crianças brincando no jardim sobre a grama, com suas mães sentadas tricotando e observando". E assim foram passando os dias, com o companheiro lhe descrevendo as belezas que havia do lado de fora. "Vejo pessoas caminhando ao redor do lago, um beija-flor sobre voando sobre o jardim de margaridas, um pipoqueiro que devia ser rico (pois estava dando pipocas para as crianças)". Um certo dia, ao acordar, o homem chamou pelo companheiro, mas este não lhe respondeu. Não estava mais ali. Pelas enfermeiras, descobriu que este havia morrido. Chateado e entristecido, comentou que este passara muitos dias lhe descrevendo as belezas da janela, o que o havia feito suportar toda aquela dor e tristeza. Como estava melhor, pediu à enfermeira para que o aproximasse da janela, pois, com algum esforço, ele próprio agora poderia olhar pela janela. "Quer ficar próximo à janela?", perguntou a enfermeira, "está bem, mas do lado de fora não há nada senão uma parede nua de tijolos". Ao ser colocado pela enfermeira e confirmar que só havia mesmo a tal parede, a enfermeira ainda lhe disse: "Além disso, seu companheiro estava cego". Só então o homem percebeu que o seu companheiro estava na verdade ajudando-o a se recuperar, animando seu espírito e renovando suas perspectivas. Nós devemos ser como aquele homem que, apesar de cego, entendeu a necessidade do outro e compartilhou coisas boas que dão esperança e ânimo para vencer as dificuldades.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Nietzsche
E aqueles que dançavam foram chamados de loucos por aqueles que não podiam ouvir a música (Nietzsche)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Criar
Quero para mim o espirito desta frase, transformada a forma para a casar com o que sou: Viver não é necessário, o que é necessário é criar.
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Sensações
A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida.
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
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