sábado, 19 de julho de 2014

Compreensão

Rui Barbosa”, ilustre intelectual brasileiro, ao chegar em casa, ouviu estranho barulho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de estimação.

               Aproximou-se vagarosamente do indivíduo, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos. Batendo nas costas do invasor disse-lhe em tom altamente catedrático:

               - Bucéfalo, não é pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes e sim pelo ato vil e sorrateiro de galgares os profanos de minha residência. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares de minha alta prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica no alto de tua sinagoga que te reduzirá a qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

               E o ladrão, confuso, pergunta-lhe:

               - Senhor, eu levo ou deixo os patos?
ISSO VALE PRA TUDO EM NOSSAS VIDAS!

Nunca se desespere antes.
Nunca comemore antes.
Nunca abandone o seu posto antes do final da batalha.


Vergonha

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”
Ruy Barbosa