Rui Barbosa”, ilustre intelectual brasileiro, ao chegar em casa, ouviu estranho barulho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de estimação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos. Batendo nas costas do invasor disse-lhe em tom altamente catedrático:
- Bucéfalo, não é pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes e sim pelo ato vil e sorrateiro de galgares os profanos de minha residência. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares de minha alta prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica no alto de tua sinagoga que te reduzirá a qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, pergunta-lhe:
- Senhor, eu levo ou deixo os patos?
sábado, 19 de julho de 2014
Vergonha
De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”
Ruy Barbosa
Ruy Barbosa
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