Não temos um "Dia do Casamento" ou "Dia dos Casados". Temos um Dia dos Namorados. Talvez porque o namoro seja uma relação mais leve, sem tantos compromissos sociais - apenas compromissos um com o outro.
Pregam por ai que os cônjuges têm que ser eternos namorados. Ora, cada época com sua beleza. Marido e esposa têm que ser felizes como tais, compartilhando sonhos e desafios comuns, gozando da unidade no essencial e da liberdade no não essencial, sempre com muito amor, como disse certa vez um religioso do século 17.
Li recentemente que a maioria das mulheres hoje não gosta mais de receber flores. Não é por causa das flores em si, que continuam belas, mas pelo fato de que dar flores hoje é pegar o telefone, ligar numa floricultura e mandar entregar em casa (ou no trabalho, algo que muitas consideram um mico maior ainda), muitas vezes sem cartão - ou seja, algo sem significância. As mulheres hoje gostam mesmo é de receber lembranças, objetos ou gestos cheios de significado. Aqui a máxima "dinheiro não compra felicidade" é totalmente verdadeira.E aí, mulheres? Que presentes gostam de receber? E quais não gostam?
A propósito, você sabia que se sua renda per capita é maior que R$ 1.019,00 você pertence a um seleto grupo que corresponde a apenas 20% da população brasileira? E esse grupo vai ficando cada vez mais restrito se subimos um pouco o valor. Com R$8.000 reais você já pertence a um grupo que corresponde a apenas 1% - da humanidade!
terça-feira, 25 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Roberto Shinyashiki
A revista Istoé, publicou esta excelente entrevista de Camilo Vannuchi. O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra,
com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Uma das perguntas, veja a seguir e medite.
ISTO É : Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki : A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade:
A primeira é : instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz".
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
Deus nos criou para vivermos a vida em toda a sua plenitude, para sermos felizes, sermos livres...não se deixe escravizar...não seja escravo da ganância... do egoísmo... da amargura... do ressentimento...da falta de tempo...
Tenha tempo para Deus, para sua família, para você mesmo!
Seja livre para amar...para perdoar...para sonhar...para viver !
"Não espere a hora da sua morte para lembrar-se de que é preciso aproveitar a vida e ser feliz!
com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Uma das perguntas, veja a seguir e medite.
ISTO É : Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki : A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade:
A primeira é : instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz".
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
Deus nos criou para vivermos a vida em toda a sua plenitude, para sermos felizes, sermos livres...não se deixe escravizar...não seja escravo da ganância... do egoísmo... da amargura... do ressentimento...da falta de tempo...
Tenha tempo para Deus, para sua família, para você mesmo!
Seja livre para amar...para perdoar...para sonhar...para viver !
"Não espere a hora da sua morte para lembrar-se de que é preciso aproveitar a vida e ser feliz!
sábado, 8 de agosto de 2015
Dia dos Pais
Sou pai, e já não tenho pai. Situação interessante. Agora cabe estritamente a mim ser o que meu pai era. E acho esta posição muito difícil.
Agora entendo porque meu pai algumas vezes estava sozinhão, taciturno. Porque falava pouco e parecia carregar o mundo nos ombros (aquela música do Fábio Jr fazia todo sentido para mim: "fala um pouco, sua voz tá tão presa; nos ensina este jogo da vida"). Consigo entender a importância que tenho para os meus filhos - a de ser provedor, suporte, educador, porto seguro. E o peso que carrego por querer fazer tudo isso direito.
É difícil ser tudo isso que eles precisam, pois o que eles, os filhos, precisam, é tudo que eu ainda preciso.
Então o jeito é subir de nível. Meus filhos esperam de mim o que eu preciso esperar de meu Pai. Do outro Pai. Aquele, que está nos Céus. Só consigo ser pai para meus filhos se eu mesmo for filho do Outro Pai. O Outro Pai é quem me fornece esperança, proteção. E também, comida, quer dizer, o suprimento diário - porque se eu tivesse que viver por mim mesmo já estaria comendo a comida dos porcos como o Filho Pródigo. Sem Deus para me guiar eu não estaria enxergando o caminho para educar os meus filhos. Seria apenas um cego guiando outros cegos. Mas, se meus olhos forem lâmpadas para o corpo, iluminar o caminho dos meus filhos será mais fácil. E a fonte de luz é o próprio Deus, porque nEle nunca está escuro.
Então sigo, cada vez mais ciente das minhas limitações, e cada vez mais apegado ao Pai. Se eu andar olhando firme para Ele, quem sabe, quando eu estiver cansado demais para ir adiante, terei meus filhos segurando as minhas mãos até o momento de eu mesmo estar, de uma vez por todas, com o meu Outro Pai.
Agora entendo porque meu pai algumas vezes estava sozinhão, taciturno. Porque falava pouco e parecia carregar o mundo nos ombros (aquela música do Fábio Jr fazia todo sentido para mim: "fala um pouco, sua voz tá tão presa; nos ensina este jogo da vida"). Consigo entender a importância que tenho para os meus filhos - a de ser provedor, suporte, educador, porto seguro. E o peso que carrego por querer fazer tudo isso direito.
É difícil ser tudo isso que eles precisam, pois o que eles, os filhos, precisam, é tudo que eu ainda preciso.
Então o jeito é subir de nível. Meus filhos esperam de mim o que eu preciso esperar de meu Pai. Do outro Pai. Aquele, que está nos Céus. Só consigo ser pai para meus filhos se eu mesmo for filho do Outro Pai. O Outro Pai é quem me fornece esperança, proteção. E também, comida, quer dizer, o suprimento diário - porque se eu tivesse que viver por mim mesmo já estaria comendo a comida dos porcos como o Filho Pródigo. Sem Deus para me guiar eu não estaria enxergando o caminho para educar os meus filhos. Seria apenas um cego guiando outros cegos. Mas, se meus olhos forem lâmpadas para o corpo, iluminar o caminho dos meus filhos será mais fácil. E a fonte de luz é o próprio Deus, porque nEle nunca está escuro.
Então sigo, cada vez mais ciente das minhas limitações, e cada vez mais apegado ao Pai. Se eu andar olhando firme para Ele, quem sabe, quando eu estiver cansado demais para ir adiante, terei meus filhos segurando as minhas mãos até o momento de eu mesmo estar, de uma vez por todas, com o meu Outro Pai.
If - Rudyard Kipling - Tradução de Guilherme de Almeida
Se
Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!
Poema "If", de Rudyard Kipling, em tradução de Guilherme de Almeida
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