quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Saudade na boca de varios poetas

 Chico: Que a saudade dói como um barco/Que aos poucos descreve um arco/E evita atracar no cais; Djavan: Enfim, de tudo o que há na Terra/Não há nada em lugar nenhum/Que vá crescer sem você chegar/Longe de ti tudo parou; Milton: O que importa é ouvir/A voz que vem do coração/Pois seja o que vier,/Venha o que vier/Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar; Paul McCartney: You were only waiting for this moment to arise; e finalmente o Roberto: Janelas e portas vão se abrir/Pra ver você chegar/E ao se sentir em casa/Sorrindo vai chorar.

Tiago Ferro - Pai de Manu, que aos 8 anos morreu de gripe

Parte da minha geração, nascida nos anos 70 e criada por pais que já não escondiam dos filhos seus medos e dúvidas, que brigavam e até se separavam, foi poupada de qualquer educação religiosa. À mesa de jantar entrava o sexo e saía Deus. Não se trata exatamente de uma geração de ateus, pois ser ateu implica diversas responsabilidades e reflexões – é uma geração que simplesmente não precisou pensar no assunto. Praticar o bem e ter atitudes éticas seria natural para construir uma sociedade melhor para todos e, na hora H, cada um em âmbito privado resolveria do seu jeito o inevitável da vida. O problema é que, na hora H, meus mentores intelectuais me deixaram na mão. Você não compra um novo significado para a vida em três vezes no cartão e recebe em casa após cinco dias via Sedex. E pensar como eu amei os céticos e os materialistas. Algo havia dado errado nessa história toda.

Tiago Ferro - Pai de Manu, que aos 8 anos morreu de gripe.

Link completo: http://piaui.folha.uol.com.br/materia/ja-nao-era-mais-terca-feira-mas-tambem-nao-era-quarta/

sábado, 27 de agosto de 2016

"A gente escreve o que ouve, não o que houve". Oswald de Andrade

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"O valioso tempo dos maduros", de Mário de Andrade

 "O valioso tempo dos maduros", de Mário de Andrade:

“Contei meus anos  e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.  
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. 
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo
que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. 
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. 
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha  alma tem pressa.
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena. 
E para mim, basta o essencial!"

Mário de Andrade

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Cachorro salvou a vida de 10 mil soldados franceses na 1ª Guerra Mundial


Apelidado de 'Satã', o pastor alemão foi crucial para transportar mensagens estratégicas e equipamentos durante a batalha de Verdun. Ao final, sua ação foi fundamental para salvar a vida de milhares de franceses, que estavam encurralados pelos alemães