Algumas pessoas têm o que podemos chamar de uma "visão além do alcance".
Estas pessoas, talvez você entre elas, enxergam, além das cores e formas, as emoções e os sentimentos. Se você a tem, enxergará não um cão e um homem vivendo nas ruas, mas uma conexão de amor cúmplice e incondicional. Tal "visão além do alcance" é um dom. E como todo dom, traz junto uma responsabilidade, que é a de lutar muitas lutas além das que lhe são próprias (se você a têm já deve ter percebido isso). E, por ser um dom que se conecta ao que é divino, traz também algum sofrimento - cujo nome correto é "compaixão", paixão que é sofrer, sofrer com, pois quem é capaz de ver as emoções e sentimentos, é capaz também de ver a dor e a alegria que nascem na alma do outro. Para essas pessoas, você entre elas, o outro e o próximo são a mesma pessoa. Todavia, um alerta é necessário para aqueles que, você entre eles, enxergam como próximo o outro. De tempos em tempos, você poderá se sentir esgotado de tanto sentir, amar e doer. Para continuar capaz de sentir, amar e doer em sua "visão além do alcance", mantenha-se unido à fonte deste e de todos os dons: o Cristo da Paixão.
Sérgio
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Minha mãe é como uma árvore
Minha mãe é como uma árvore
Toda árvore é sábia e minha mãe é o ser mais sábio que a vida me apresentou
Ruth Manus, O Estado de S. Paulo
14 Maio 2017 | 03h00
Minha mãe é como uma árvore. Porque toda árvore é sábia e minha mãe é o ser mais sábio que a vida me apresentou. Árvores nunca são mesquinhas, árvores nunca são medrosas, árvores nunca são hipócritas. Minha mãe é exatamente como as árvores.
Minha mãe é como uma árvore: raízes fortes, raízes fundas. Minha mãe me liga ao solo, me conecta à terra e nunca permite que eu me perca pelas estradas da vida. Minha mãe sempre me diz para onde voltar, mesmo quando não me fala nada. Minha mãe é a raiz que me ampara, onde quer que eu esteja.
Minha mãe é como uma árvore, porque toda árvore é lar. Lar de um joão de barro, de centenas de formigas, de corujas tímidas, de besouros desnorteados, de maritacas alegres. Minha mãe é lar. É o meu lar. Lar de tantos outros, que, por vezes, nem o merecem.
Talvez eu mesma não o mereça. Talvez os presentes que eu lhe dê nunca alcancem, nem de longe, o valor do aluguel pelo lar mais precioso do mundo.
Minha mãe é como uma árvore, porque o vento não a derruba. Porque ela já enfrentou vendavais e tempestades, mas sempre se manteve de pé. Firme. Sóbria. Sólida. Minha mãe, assim como as árvores, nunca derrubou ninguém para permanecer de pé. Toda sua força é genuína.
Minha mãe é como uma árvore. Árvores transformam gás carbônico em oxigênio. Minha mãe transforma minha angústia em serenidade. Meus medos em coragem. Minhas dúvidas em clareza. Meus pecados em lições. Meus erros em oportunidades. Meus arrependimentos em aprendizados. Minha mãe me transforma no melhor que eu posso ser.
Minha mãe é como uma árvore. Porque árvores se transformam. Perdem suas folhas, ganham folhas novas, folhas que crescem, folhas que ficam verdes, folhas que ficam amareladas, secas e cansadas até cair. Árvores se regeneram. E minha mãe sempre foi meu maior exemplo de cicatrização, de renascimento e de persistência.
Minha mãe é como uma árvore. Minha mãe é meu abrigo. Abrigo para os dias de chuva, para as tormentas, para os temporais. Porque debaixo dela eu estou segura em dias de chuva forte, embora ela permita que eu me molhe um pouco com as gotas brutas que deslizam entre seus galhos, me mostrando ser vulnerável, impedindo que eu, embora protegida, me torne dependente.
Minha mãe é como uma árvore. Minha mãe é meu abrigo. Abrigo para os dias de sol excessivo, para os dias de calor em exagero, de moleza nas pernas. Porque debaixo dela há a sombra tão procurada, o oásis tão esperado, a brisa fresca que eu nem mesmo tinha esperanças de encontrar. Mas, mesmo embaixo dela, ela permite que os raios queimem minha pele, como quem diz “eu não estarei sempre aqui para te proteger, aprenda a cuidar-se sozinha”.
Minha mãe é como uma árvore. O marrom da sua solidez mistura-se com o verde da sua esperança. Acreditava que só as árvores harmonizavam características pouco prováveis num mesmo ser. Força e delicadeza, rigidez e flexibilidade, vulnerabilidade e imponência.
Minha mãe é como uma árvore. Nunca precisou de ruídos para impor respeito. Respeitam-na, simplesmente, por ser quem é, em silêncio. Por ter brotado, persistido e vigorado em meio a tantas dúvidas sobre sua capacidade de permanecer ereta. Minha mãe impõe tanto respeito quanto a maior sequoia do mundo. E eu, mais do que qualquer coisa, a respeito tanto quanto respeito as árvores do meu caminho.
Minha mãe é como uma árvore. Uma árvore que deu muitos frutos. Uma árvore que deu muitos frutos e muitas flores. Não sei se sou seu fruto ou sua flor. Ou se sou apenas um pássaro sortudo que se abrigou ali há 28 anos e nunca mais soube ir embora. Não sei. Só sei que sou grata pela sua existência tão larga. Por me aproximar do céu e por me aproximar da terra. Por permitir que eu permaneça e por saber que ela nunca irá embora, mesmo no dia em que for.
Toda árvore é sábia e minha mãe é o ser mais sábio que a vida me apresentou
Ruth Manus, O Estado de S. Paulo
14 Maio 2017 | 03h00
Minha mãe é como uma árvore. Porque toda árvore é sábia e minha mãe é o ser mais sábio que a vida me apresentou. Árvores nunca são mesquinhas, árvores nunca são medrosas, árvores nunca são hipócritas. Minha mãe é exatamente como as árvores.
Minha mãe é como uma árvore: raízes fortes, raízes fundas. Minha mãe me liga ao solo, me conecta à terra e nunca permite que eu me perca pelas estradas da vida. Minha mãe sempre me diz para onde voltar, mesmo quando não me fala nada. Minha mãe é a raiz que me ampara, onde quer que eu esteja.
Minha mãe é como uma árvore, porque toda árvore é lar. Lar de um joão de barro, de centenas de formigas, de corujas tímidas, de besouros desnorteados, de maritacas alegres. Minha mãe é lar. É o meu lar. Lar de tantos outros, que, por vezes, nem o merecem.
Talvez eu mesma não o mereça. Talvez os presentes que eu lhe dê nunca alcancem, nem de longe, o valor do aluguel pelo lar mais precioso do mundo.
Minha mãe é como uma árvore, porque o vento não a derruba. Porque ela já enfrentou vendavais e tempestades, mas sempre se manteve de pé. Firme. Sóbria. Sólida. Minha mãe, assim como as árvores, nunca derrubou ninguém para permanecer de pé. Toda sua força é genuína.
Minha mãe é como uma árvore. Árvores transformam gás carbônico em oxigênio. Minha mãe transforma minha angústia em serenidade. Meus medos em coragem. Minhas dúvidas em clareza. Meus pecados em lições. Meus erros em oportunidades. Meus arrependimentos em aprendizados. Minha mãe me transforma no melhor que eu posso ser.
Minha mãe é como uma árvore. Porque árvores se transformam. Perdem suas folhas, ganham folhas novas, folhas que crescem, folhas que ficam verdes, folhas que ficam amareladas, secas e cansadas até cair. Árvores se regeneram. E minha mãe sempre foi meu maior exemplo de cicatrização, de renascimento e de persistência.
Minha mãe é como uma árvore. Minha mãe é meu abrigo. Abrigo para os dias de chuva, para as tormentas, para os temporais. Porque debaixo dela eu estou segura em dias de chuva forte, embora ela permita que eu me molhe um pouco com as gotas brutas que deslizam entre seus galhos, me mostrando ser vulnerável, impedindo que eu, embora protegida, me torne dependente.
Minha mãe é como uma árvore. Minha mãe é meu abrigo. Abrigo para os dias de sol excessivo, para os dias de calor em exagero, de moleza nas pernas. Porque debaixo dela há a sombra tão procurada, o oásis tão esperado, a brisa fresca que eu nem mesmo tinha esperanças de encontrar. Mas, mesmo embaixo dela, ela permite que os raios queimem minha pele, como quem diz “eu não estarei sempre aqui para te proteger, aprenda a cuidar-se sozinha”.
Minha mãe é como uma árvore. O marrom da sua solidez mistura-se com o verde da sua esperança. Acreditava que só as árvores harmonizavam características pouco prováveis num mesmo ser. Força e delicadeza, rigidez e flexibilidade, vulnerabilidade e imponência.
Minha mãe é como uma árvore. Nunca precisou de ruídos para impor respeito. Respeitam-na, simplesmente, por ser quem é, em silêncio. Por ter brotado, persistido e vigorado em meio a tantas dúvidas sobre sua capacidade de permanecer ereta. Minha mãe impõe tanto respeito quanto a maior sequoia do mundo. E eu, mais do que qualquer coisa, a respeito tanto quanto respeito as árvores do meu caminho.
Minha mãe é como uma árvore. Uma árvore que deu muitos frutos. Uma árvore que deu muitos frutos e muitas flores. Não sei se sou seu fruto ou sua flor. Ou se sou apenas um pássaro sortudo que se abrigou ali há 28 anos e nunca mais soube ir embora. Não sei. Só sei que sou grata pela sua existência tão larga. Por me aproximar do céu e por me aproximar da terra. Por permitir que eu permaneça e por saber que ela nunca irá embora, mesmo no dia em que for.
sexta-feira, 12 de maio de 2017
SE NÃO GOSTA DE GÍRIAS, FALE CIENTIFICAMENTE!!!
SE NÃO GOSTA DE GÍRIAS, FALE CIENTIFICAMENTE!!!
Colóquio flácido para acalentar bovinos.
(Conversa mole pra boi dormir);
Creditar o primata.
(Pagar o mico);
Inflar o volume da bolsa escrotal.
(Encher o saco);
Sequer considerando a utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau);
Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.
(Nem que a vaca tussa);
Sequer considerando a utilização de uma relação sexual.
(Nem fudendo);
Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o sustentáculo de uma das unidades de proteção solar do acampamento.
(Chutar o pau da barraca);
Deglutir o batráquio.
(Engolir o sapo);
Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando);
Aplicar a contravenção do João, deficiente físico de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço);
Derramar água pelo chão, através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente com a extremidade do membro inferior.
(Chutar o balde);
Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica.
(Tirar o cavalinho da chuva);
Essa última foi tirada do mais culto livro de palavras clássicas da língua portuguesa:
A bucéfalo de oferendas não perquiris formação ortodôntica!
(A cavalo dado não se olham os dentes!)
Colóquio flácido para acalentar bovinos.
(Conversa mole pra boi dormir);
Creditar o primata.
(Pagar o mico);
Inflar o volume da bolsa escrotal.
(Encher o saco);
Sequer considerando a utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau);
Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.
(Nem que a vaca tussa);
Sequer considerando a utilização de uma relação sexual.
(Nem fudendo);
Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o sustentáculo de uma das unidades de proteção solar do acampamento.
(Chutar o pau da barraca);
Deglutir o batráquio.
(Engolir o sapo);
Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando);
Aplicar a contravenção do João, deficiente físico de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço);
Derramar água pelo chão, através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente com a extremidade do membro inferior.
(Chutar o balde);
Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica.
(Tirar o cavalinho da chuva);
Essa última foi tirada do mais culto livro de palavras clássicas da língua portuguesa:
A bucéfalo de oferendas não perquiris formação ortodôntica!
(A cavalo dado não se olham os dentes!)
quinta-feira, 11 de maio de 2017
C.S. Lewis sobre discipular
C.S. Lewis diz: "Da mesma maneira, a igreja existe para nada mais do que atrair os homens a Cristo e fazer deles pequenos Cristos. Se eles não estão fazendo, todas as catedrais, ministros, missões, sermões e até mesmo o próprio estudo bíblico simplesmente serão desperdício de tempo".
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Frase Benjamin Franklin
“Ou
escreves algo que valha a pena ler, ou fazes algo acerca do qual valha a pena
escrever”
Benjamin Franklin
Jornalista,
escritor e filantropo americano
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Invictus
Invictus
Out of the night that covers me,Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
===Tradução
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
Princípio de John Wiclif
Sempre que a igreja e a Bíblia não concordarem, devemos obedecer a Bíblia. Sempre que a autoridade humana e a consciência entrarem em conflito, devemos obedecer a consciência.
John Wiclif
John Wiclif
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