quinta-feira, 29 de junho de 2017

Prece da Experiência

PRECE DA EXPERIÊNCIA

Publicado em FilosofiaPsicologiaSem categoria

Mais uma contribuição genial e bem-humorada do leitor DULCÍDIO PEDROSA, para quem ainda não está com o desconfiômetro a todo vapor!

 

Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia. Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião.

Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.

Ensina-me a pensar nos outros e a ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando, com modéstia, a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante.

Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preservam os amigos e os filhos quando não há intromissão na vida deles.

Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dá-me asas no assunto para voar diretamente ao ponto que interessa.

Não me permita falar mal de alguém.

Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças. Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada dia que passa.

Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir demais. Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com alguma paciência.

Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errado em algumas ocasiões. Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.

Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: Mantenha-me o mais amável possível.

Livra-me de ser santo. É difícil conviver com santos! Mas um velho ou uma velha rabugentos, Senhor, é obra prima do capeta!!!!! Me poupe!!!

Amém!

Salve Nossa Senhora da Terceira Idade!

Autor desconhecido

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Envergo, Mas Não Quebro

Envergo, Mas Não Quebro
Carlos Rennó / Lenine
  
Se por acaso pareço
E agora já não padeço
Um mal pedaço na vida

Saiba que minha alegria
Não é normal todavia
Com a dor é dividida

Eu sofro igual todo mundo
Eu apenas não me afundo
Em sofrimento infindo

Eu posso até ir ao fundo
De um poço de dor profundo
Mas volto depois sorrindo

Em tempos de tempestades
Diversas adversidades
Eu me equilibro e requebro

É que eu sou tal qual a vara
Bamba de bambu-taquara
Eu envergo, mas não quebro
Eu envergo, mas não quebro

Não é só felicidade
Que tem fim na realidade
A tristeza também tem

Tudo acaba, se inicia
Temporal e calmaria
Noite e dia, vai e vem

Quando é má a maré
E quando já não dá pé
Não me revolto ou me queixo

E tal qual um barco solto
Salto alto mar revolto
Volto firme pro meu eixo

Em noite assim como esta
Eu cantando numa festa
Ergo o meu copo e celebro

Os bons momentos da vida
E nos maus tempos da lida
Eu envergo, mas não quebro
Eu envergo, mas não quebro
Eu envergo, mas não quebro
Eu envergo, mas não quebro

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Cora Coralina - decidir

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Aniversario

Quem faz aniversário ganha sempre três presentes. O primeiro se encontra olhando para trás, e vendo que em cada passo um milagre aconteceu para que se pudesse chegar aqui. O segundo se encontra olhando para frente, descobrindo que foi concedida mais uma vez a dádiva da vida, da oportunidade, do propósito. O terceiro presente é o presente, o momento, que contém o carinho que se recebe dos amigos, da família e de todos que de alguma maneira reconhecem a sua existência. Por isso, fazer aniversário é mesmo um privilégio. Parabéns a vocês Célia e Kênia! Suas vidas são importantes para nós. Que Deus as mantenha sob sua guarda e proteção sempre!