quarta-feira, 27 de maio de 2020

93 anos da Igreja Presbiteriana de Santa Bárbara d'Oeste

É difícil enxergar claramente o efeito de uma vida comunitária em igreja enquanto estamos inseridos nela. Nem sempre percebemos suas virtudes, uma vez que faz parte da nossa natureza destacar o que incomoda e relevar o que vai bem. Nestes tempos de "isolamento social", um nome que jamais deveria fazer parte do vocabulário do cristão (mas que se tornou temporariamente o mais sábio a se fazer) Deus nos concedeu um tempo para olhar nossa igreja de fora. Imagino que cada um tenha tido sua própria experiência nestes dias. Para mim, o que sinto é que a igreja (a comunidade) me faz melhor. 
Primeiro, ela se traduz em incentivo para o trabalho. Junto a outros há maior motivação para o serviço, para a doação, para o esforço. 
Segundo, podemos claramente fazer mais quando estamos juntos do que separados - servimos melhor, com mais alcance, em maior proporção, mais longe. 
Em terceiro, sinto que a espiritualidade é maior quando estamos juntos. Lembro-me que Jesus disse que ele estaria "quando dois ou três estivessem juntos". Claro que ele está conosco quando estamos sozinhos, mas o que ele quis dizer é que é um estar diferente, um estar potencialmente mais produtivo para o Reino. 
Sinto falta de falar com outros sobre a Bíblia. Sinto falta de debater sobre temas complexos como a vida e a morte. Sinto falta de ouvir das vitórias e, às vezes, das dificuldades de outros. Ainda que seja uma fala muito comum, só posso agradecer a Deus que me deu um igreja onde congregar. Ela está longe de ser perfeita, ela tem muito que melhorar - exatamente como eu mesmo. 
Obrigado, Jesus, pela igreja de Santa Bárbara d'Oeste. Ela é como uma representação material do seu amor e cuidado comigo e com minha família.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Saudade: Planeta Borboleta, na voz Mariana Nolasco

Qual é a cor do planeta em que mora?
Qual é a cor do planeta que você se esconde agora?
Qual é a dor do planeta em que mora?
Qual é a dor do planeta que te atinge e em mim vigora?
De todos os cometas que bateram bem no teu
Planeta Borboleta que voou longe do meu
Qual é a flor do planeta em que mora?
Qual é a flor do planeta que você levou embora?
Qual é a dor do planeta que aflora?
Qual é a dor do planeta que te atinge e não vigora?
De todos os planetas e as cores que eles têm
Planeta Violeta foi a cor da flor do teu
'To com saudade de você
'To com saudade de me ter
Num planeta seu
'To com saudade de você
'To com saudade de te ter
Num planeta meu
'To com saudade de você
'To com saudade de te ter
Num planeta meu e seu
De todos os amores e as flores que eu te dei
Planeta Violeta foi a letra que deixei
Uh uh uh
Uh uh uh
Uh uh uh
Uh uh uh
Eu 'to com saudade de você
'To com saudade de me ter
Num planeta seu
'To com saudade de você
'To com saudade de te ter
Num planeta meu
Porque a saudade de você
Porque a saudade de te ter
Foi maior que o meu eu
De todos os amores e as flores que eu te dei
Planeta Borboleta foi a letra que guardei
Fonte: LyricFind
Compositores: Pedro De Andrade Carvalheiro

terça-feira, 5 de maio de 2020

Aldir Blanc

Aldir Blanc
“Não sou historiador nem sociólogo. Não consultei nenhum livro para escrever o texto abaixo. Minha memória está se movendo como estilhaços do amado caleidoscópio que perdi, menino, em Vila Isabel.

Viva a Comissão da Verdade para que nunca mais coloquem uma grávida nua sobre um tijolo, atingida por jatos d’água, com ameaça: “Se cair vai ser pior”;

Para que senhoras que fazem seu honrado trabalho não sejam despedaçadas por cartas bombas;

Para que um covarde que bote a boca de um homem torturado no escapamento de uma viatura militar não passe por homem de bem onde mora;

Para que orangotangos que se tornaram políticos asquerosos não babem sua raiva na internet: “Nosso erro foi torturar demais e matar de menos”;

Para que presos em pânico não sofram ataques de jacarés açulados por antropóides;

Para que nunca mais teatros e livrarias sejam vandalizados e queimados;

Para que um estudante de psiquiatria não seja obrigado a passar por sentinelas de baioneta calada para ouvir um coronel médico dizer que “histeria é preguiça”;

Para que os brasileiros possam homenagear um autêntico herói nacional, João Cândido, com um monumento, sem que surjam energúmenos prometendo “voltar a explodir tudo se isso apontar para o Colégio Naval”;

Para que a nossa Força Aérea, que nos deu tanto orgulho na Itália, com seus valentes pilotos de caça, não atire pessoas, como se fossem sacos de lixo, no mar;

Para que um pai, ao se recusar a cumprir a ordem de manter o caixão lacrado, não se depare com o corpo destruído do filho, jogado lá dentro feito um animal;

Para que militares honrados não sintam “constrangimento” na busca de Justiça; para que cavalos ( aqueles de quatro patas, montados por outros) não pisoteiem um garoto com a camisa pegando fogo por estilhaço de bomba, na Lapa;

Para que torturadores não recebam como “prêmio” cargos em embaixada no exterior;

Para que uma estudante não desmaie num consultório médico ao falar sobre as queimaduras do pai, feitas com tocha de acetileno;

Para que esquartejadores não substituam Tiradentes por Silvério dos Reis;

Para que inúmeros Pilatos ainda trambicando naquela casa de tolerância do Planalto vejam que suas mãos continuam cheias de sangue e excremento;

Para que nunca mais na vida de uma jovem idealista -o queixo firme, olhos faiscantes de revolta, com a expressão da minha Suburbana no 3X4 que guardo na carteira – seja ceifada por encapuzados. Uma delas, quem sabe?, pode chegar a Presidência da Republica e enquadrar a récua de canalhas."

Não podemos nos calar!”

Aldir Blanc