É difícil enxergar claramente o efeito de uma vida comunitária em igreja enquanto estamos inseridos nela. Nem sempre percebemos suas virtudes, uma vez que faz parte da nossa natureza destacar o que incomoda e relevar o que vai bem. Nestes tempos de "isolamento social", um nome que jamais deveria fazer parte do vocabulário do cristão (mas que se tornou temporariamente o mais sábio a se fazer) Deus nos concedeu um tempo para olhar nossa igreja de fora. Imagino que cada um tenha tido sua própria experiência nestes dias. Para mim, o que sinto é que a igreja (a comunidade) me faz melhor.
Primeiro, ela se traduz em incentivo para o trabalho. Junto a outros há maior motivação para o serviço, para a doação, para o esforço.
Segundo, podemos claramente fazer mais quando estamos juntos do que separados - servimos melhor, com mais alcance, em maior proporção, mais longe.
Em terceiro, sinto que a espiritualidade é maior quando estamos juntos. Lembro-me que Jesus disse que ele estaria "quando dois ou três estivessem juntos". Claro que ele está conosco quando estamos sozinhos, mas o que ele quis dizer é que é um estar diferente, um estar potencialmente mais produtivo para o Reino.
Sinto falta de falar com outros sobre a Bíblia. Sinto falta de debater sobre temas complexos como a vida e a morte. Sinto falta de ouvir das vitórias e, às vezes, das dificuldades de outros. Ainda que seja uma fala muito comum, só posso agradecer a Deus que me deu um igreja onde congregar. Ela está longe de ser perfeita, ela tem muito que melhorar - exatamente como eu mesmo.
Obrigado, Jesus, pela igreja de Santa Bárbara d'Oeste. Ela é como uma representação material do seu amor e cuidado comigo e com minha família.