A palavra LEGADO sempre me fascinou. Para mim ela encerra um propósito de vida. “Legado” deveria ser o resultado de uma vida. Mesmo que o seu sentido não seja exatamente este, penso sempre em “legado” como aquilo de bom que você deixa depois da sua morte.
Quanto mais jovem menos se pensa nisso, porque, teoricamente, há tempo suficiente amanhã. Mas quando se chega à maturidade a coisa muda de figura. Já não há tempo. Fica difícil pensar em começar um novo projeto de vida se o atual não deu certo. Além disso, há diferentes áreas da vida, e ao falhar em apenas uma delas a impressão que dá é que se falhou em todas. Este é, certamente, o pensamento mais comum na minha geração. Ou se tem sucesso em tudo ou … danou-se - é um “looser”, um perdedor.
Enxergo a vida sob uma cosmovisão cristã. Sei que Deus é quem, no final, determina o propósito de uma vida. Mas também sei que Ele faz isto sem interferir na minha responsabilidade em tomar decisões, portanto, de volta ao drama. O que vou deixar como legado? Dinheiro não conta. Quer dizer, na verdade conta, mas eu não vou ter dinheiro suficiente para deixar que possa fazer a diferença no mundo. Bill Gates, Jeff Bezos, talvez. No meu caso, no máximo um seguro de vida.
“Meus filhos”, seria outra coisa que muitos poderão dizer que é um bom legado. Mas não penso assim. Meus filhos foram criados por Deus. Ele os colocou na minha casa, proveu sustento, educação, companhia, possibilidades. Eles são sensacionais, mas eu acho que tive pouco a ver com isso. Deus fez todo o trabalho, e em seguida, a mãe. Talvez neste caso eu esteja exagerando um pouco e até tenha uma participação maior (o mau humor que eles demonstram vez por outra me lembra muito eu mesmo). Enfim, são excelentes filhos, mas nada que não se possa encontrar em outros lares abençoados por Deus.
Uma “grande ideia” pode ser um legado para muitos. Fleming descobriu a penicilina depois de observar um simples fungo; esse é um verdadeiro legado. Já eu, no máximo, descobri um easter egg depois de assistir a um filme da Marvel. E nem fui o único.
Um legislador pode deixar uma lei como legado - por exemplo, a “Lei Maria da Penha”. É um grande legado. Eu não faço leis, e se tento fazer, nem o meu cachorro segue.
Por mais que eu tente, não encontro nenhuma habilidade minha que seja superior à de algum outro ser humano num raio de 100 km da minha casa.
Às vezes penso em fazer algum cartaz e ir para a frente da Prefeitura ou do Fórum para protestar. Mas acho que ninguém me seguiria. Fazer um jejum em prol de uma causa não seria possível para mim, eu provavelmente ficaria tão irritado e chato que me fariam comer à força.
Penso nisso várias vezes por dia, submetendo cada atividade à crítica do “é um legado ou não?”. A resposta é invariavelmente um rotundo “não”.
Não encontro em mim valor algum verdadeiramente superior, então dependo totalmente da bondade de Deus e dos méritos de Jesus.
Por isso, toda noite, quando vou dormir, peço a Deus em oração que tenha misericórdia de mim e, por Jesus, não deixe que minha (auto)consciência se vá com a morte. Peço que, ao morrer, o milagre da ressurreição aconteça para mim, e que aconteça me levando à companhia de Jesus no que chamamos “céu”. E acabo dormindo até o dia seguinte, quando tudo recomeça. Nas poucas vezes em que surge uma ponta de dúvida sobre a possibilidade de Deus ter misericórdia de mim, tenho insônia. Fico ansioso e tenho vontade de levantar e escrever alguma coisa no Facebook, esperançoso de que o Zuckerberg realmente seja capaz de guardar tudo de todo mundo. Pelo menos alguma inteligência artificial tipo BIA versão 1.000.000 acabe se interessando por meu perfil no futuro.
Quanto mais jovem menos se pensa nisso, porque, teoricamente, há tempo suficiente amanhã. Mas quando se chega à maturidade a coisa muda de figura. Já não há tempo. Fica difícil pensar em começar um novo projeto de vida se o atual não deu certo. Além disso, há diferentes áreas da vida, e ao falhar em apenas uma delas a impressão que dá é que se falhou em todas. Este é, certamente, o pensamento mais comum na minha geração. Ou se tem sucesso em tudo ou … danou-se - é um “looser”, um perdedor.
Enxergo a vida sob uma cosmovisão cristã. Sei que Deus é quem, no final, determina o propósito de uma vida. Mas também sei que Ele faz isto sem interferir na minha responsabilidade em tomar decisões, portanto, de volta ao drama. O que vou deixar como legado? Dinheiro não conta. Quer dizer, na verdade conta, mas eu não vou ter dinheiro suficiente para deixar que possa fazer a diferença no mundo. Bill Gates, Jeff Bezos, talvez. No meu caso, no máximo um seguro de vida.
“Meus filhos”, seria outra coisa que muitos poderão dizer que é um bom legado. Mas não penso assim. Meus filhos foram criados por Deus. Ele os colocou na minha casa, proveu sustento, educação, companhia, possibilidades. Eles são sensacionais, mas eu acho que tive pouco a ver com isso. Deus fez todo o trabalho, e em seguida, a mãe. Talvez neste caso eu esteja exagerando um pouco e até tenha uma participação maior (o mau humor que eles demonstram vez por outra me lembra muito eu mesmo). Enfim, são excelentes filhos, mas nada que não se possa encontrar em outros lares abençoados por Deus.
Uma “grande ideia” pode ser um legado para muitos. Fleming descobriu a penicilina depois de observar um simples fungo; esse é um verdadeiro legado. Já eu, no máximo, descobri um easter egg depois de assistir a um filme da Marvel. E nem fui o único.
Um legislador pode deixar uma lei como legado - por exemplo, a “Lei Maria da Penha”. É um grande legado. Eu não faço leis, e se tento fazer, nem o meu cachorro segue.
Por mais que eu tente, não encontro nenhuma habilidade minha que seja superior à de algum outro ser humano num raio de 100 km da minha casa.
Às vezes penso em fazer algum cartaz e ir para a frente da Prefeitura ou do Fórum para protestar. Mas acho que ninguém me seguiria. Fazer um jejum em prol de uma causa não seria possível para mim, eu provavelmente ficaria tão irritado e chato que me fariam comer à força.
Penso nisso várias vezes por dia, submetendo cada atividade à crítica do “é um legado ou não?”. A resposta é invariavelmente um rotundo “não”.
Não encontro em mim valor algum verdadeiramente superior, então dependo totalmente da bondade de Deus e dos méritos de Jesus.
Por isso, toda noite, quando vou dormir, peço a Deus em oração que tenha misericórdia de mim e, por Jesus, não deixe que minha (auto)consciência se vá com a morte. Peço que, ao morrer, o milagre da ressurreição aconteça para mim, e que aconteça me levando à companhia de Jesus no que chamamos “céu”. E acabo dormindo até o dia seguinte, quando tudo recomeça. Nas poucas vezes em que surge uma ponta de dúvida sobre a possibilidade de Deus ter misericórdia de mim, tenho insônia. Fico ansioso e tenho vontade de levantar e escrever alguma coisa no Facebook, esperançoso de que o Zuckerberg realmente seja capaz de guardar tudo de todo mundo. Pelo menos alguma inteligência artificial tipo BIA versão 1.000.000 acabe se interessando por meu perfil no futuro.