segunda-feira, 22 de setembro de 2025

A morte não é nada – Santo Agostinho

 

A morte não é nada – Santo Agostinho

A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho…

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.

Nosso propósito ainda é cultivar e guardar o Jardim que é o nosso planeta

 Em 2009, o famoso mergulhador livre italiano Enzo Maiorca estava a mergulhar com a sua filha Rossana perto da costa de Siracusa quando algo realmente especial aconteceu.

Ao mergulhar mais fundo na água, Enzo sentiu de repente uma leve batida nas suas costas. Quando se virou, viu um golfinho — não lá para brincar, mas claramente a pedir ajuda.

O golfinho mergulhou e Enzo seguiu-o. A cerca de 15 metros abaixo da superfície, encontraram outro golfinho preso numa velha rede de pesca. Sem perder tempo, Enzo pediu à sua filha uma faca e cortou cuidadosamente a rede para libertar o golfinho.

Assim que ficou livre, o golfinho emitiu um som que Enzo mais tarde descreveu como «quase como um grito humano».

Quando todos chegaram à superfície, Enzo e Rossana viram que o golfinho era uma fêmea grávida — e, momentos depois, ela deu à luz ali mesmo, em mar aberto.

O golfinho macho circulou à volta deles, depois aproximou-se gentilmente de Enzo, tocou-lhe na bochecha com o nariz — como um beijo suave — e depois nadou para longe com a sua nova pequena família.

Mais tarde, Enzo partilhou os seus pensamentos:

«Até que as pessoas aprendam a respeitar e a comunicar com o mundo natural, nunca compreenderão verdadeiramente o seu lugar neste planeta.»

Uma forte lembrança de que a natureza tem uma voz — se estivermos dispostos a ouvir.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Diário de emergência do avô de Clara

Por Elben César   |   Ultimato, edição 237

Uma criança nasce com atresia de esôfago. Corre sério risco de vida. É internada às pressas na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Com seis dias de vida, o cirurgião abre a barriguinha da menina e encontra um bom pedaço do esôfago caído lá em baixo e emenda com o pedaço de cima. Nove dias depois, a criança começa a tomar leite materno.

Quem salvou a vida da menina: a medicina ou a misericórdia divina?

 

19 de julho de 1995

Nasce nosso oitavo neto. É uma menina. Os pais dão o nome de Clara, o que me traz uma pequena dificuldade, pois não consigo pronunciar o “ele” entre uma consoante e uma vogal. Vou ter que chamá-la de Crara a vida inteira.

Antes, eu e Djanira oramos várias vezes pela gravidez da mãe e pela criancinha em formação, lembrando-nos sempre da descrição que Davi faz da admirável evolução da “substância ainda informe” até atingir, de “modo assombrosamente maravilhoso”, em exatos nove meses, o corpinho tão completo que pode sobreviver fora do útero materno (Sl 139.13-18).

Minutos antes da menininha nascer, oramos com os pais, no hospital mesmo. Depois da cesariana, deu para ver Clarinha nos braços da pediatra, no trajeto entre a sala de cirurgia e o berçário.

 

20 de julho

Fazemos, avós e tios, uma rápida visita à mãe e à filha. A danadinha mama e regorgita. É gulosa demais.

 

21 de julho

Mãe e filha têm alta do hospital às 8 horas da manhã. Às 15 horas as duas voltam para o hospital porque Clara continua vomitando o que mama. Uma pequena preocupação toma conta da família.

Última imagem do pastor Elben César em seu escritório. A fotografia é da neta, Clara.

22 de julho

No Centro Evangélico de Missões (CEM), ouço a palestra de Juan Stam sobre A Nova Criação. Ele lê Isaías 65.17-25. O verso 20 chama muito a minha atenção por causa da Clara: “Não haverá mais criança para viver poucos dias”.

Estava ouvindo a palestra seguinte, quando alguém me chama. É um recado da Djanira: a radiografia de contraste que a médica mandou tirar revela que Clara nasceu com atresia de esôfago. Precisa ir para Belo Horizonte para ser operada com a maior urgência possível.

Rapidamente conseguimos uma ambulância e nos dirigimos, Marcos e eu, para a Santa Casa de Misericórdia da capital mineira. A médica vai junto com Clara, cuidando do oxigênio e do soro.

Depois de três horas de viagem chegamos à Santa Casa. Vamos direto para a UTI infantil, onde deixamos a criança. Quando a vi com a barriga inchada e meio esverdeada e abatidinha, me emociono muito e perco a voz. Marcos prefere sair da sala. A médica de plantão me vê naquele estado e me “pastoreia”, dizendo: “Existe um Papai do Céu lá em cima”. Quando consigo falar, agradeço a palavra dela e digo à médica que eu conheço e sirvo este Deus.

Marcos volta para Viçosa para cuidar da esposa e do pequeno André. Ele é mais necessário lá do que aqui. Quanto a mim, fica resolvido que eu permaneça em Belo Horizonte para visitar Clara todos os dias e deixar a família informada de tudo por telefone.

Alugo um quarto no 21º andar do Square Apart Hotel, o mais próximo do hospital. Faço deste quarto a minha torre de vigia. Cá de cima dá para ver todo o prédio da Santa Casa. No terceiro andar está a minha querida netinha, nas mãos de Deus. Oro de joelhos em favor de Clara algumas vezes.

 

23 de julho

Dou graças a Deus porque Gínia não insistiu nas mamadas. Se Clara tivesse mamado demais, o leite se misturaria com as secreções gástricas do estômago e inundaria os pulmões, provocando uma pneumonia aspirativa. Dou graças porque a pediatra Denise Cristina Rodrigues, amiga de Gínia e Marcos há vários anos, acertou em cheio com o diagnóstico muito rapidamente, o que concorre para a sobrevivência de Clara. Dou graças porque todos nós temos verdadeira comunhão com Deus, o que nos ajuda tremendamente nesta hora quando corremos o risco de perder um ente querido, experiência inédita até então.

Entro na UTI infantil, e me aproximo do berço de Clara. Ela está só de fralda, peito desnudo, muito bonitinha. A menina está ligada a vários aparelhos. Fico parado. Não conversamos. Ela não sabe falar e, se soubesse, não poderia falar naquele estado. Não agüento. Não dou escândalo, mas perco a voz outra vez.

A médica me explica que Clarinha será operada logo que suas condições físicas o permitam. A cirurgia será um sucesso se o espaço em falta do esôfago não for muito grande. Aí é só esticar as duas extremidades e emendar uma na outra. Se o vão for grande demais, o ligamento terá que ser feito com o implante de algum tecido do corpo, mas tal operação só poderá ocorrer quando ela tiver 15 quilos ou dois anos. Até lá qualquer alimentação terá que ser encaminhada diretamente ao estômago por um tubo.

Ligo para Marcos e Gínia e dou todas as notícias. Do alto de minha torre de vigia, faço minha oração: “Ó Deus, recompõe o esôfago de Clara”. Repito várias vezes esta súplica, na certeza de que Deus tem poder para fazer tal coisa, se esta for a sua vontade.

À tarde faço minha segunda visita à Clara. A médica me diz que eu posso tocar a criança. Seguro o pezinho, a mãozinha. Não sei se ela sente, se ela registra em seu histórico emocional estes pequenos afagos do avô.

Volto à minha torre de vigia, volto a telefonar para Viçosa, volto a suplicar: “Ó Deus, recompõe o esôfago de Clara”.

A cirurgia de Clara deve ser amanhã pela manhã. Não sei como Deus vai ouvir as orações de Marcos e Gínia, da parentada toda e de muitos queridos irmãos e amigos. Ele vai recompor o esôfago de Clarinha através de uma intervenção sobrenatural ou através de uma intervenção cirúrgica?

 

24 de julho

Leio o capítulo 27 de Isaías. Os versos 2 e 3 chamam muito a minha atenção: “Naquele dia dirá o Senhor: Cantai a vinha deliciosa! Eu, o Senhor, a vigio e a cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia eu cuidarei dela”. A passagem é tão bonita e apropriada que eu resolvo ligar para Marcos e Gínia. Marcos atende. Digo-lhe que eu gostaria que eles lessem Isaías 27.2 e 3. Marcos responde que ele e Gínia também queriam ler um texto para mim, uma passagem que uma moça da igreja havia encontrado por acaso e passado para eles com o propósito de encorajá-los mais ainda. Quando Marcos abriu a Bíblia para ler o referido texto, percebeu, muito surpreso, que era o mesmo que eu estava citando no telefone. Também fico surpreso com a coincidência.

Faço minha terceira visita à danadinha. Ela não está no centro cirúrgico como pensava. A operação foi adiada para amanhã porque há uma criança cujo estado é mais grave que o de Clara. Além disto está havendo uma greve de anestesistas. Vou à UTI e fico com Clara alguns momentos. A pedido de Gínia escrevo num papel os versículos de Isaías 27.2 e 3 e colo no berço aquecido em que ela se encontra.

Faço a quarta visita às 2 horas da tarde e à noite me encontro com a Dra. Márcia Leitão, que me adianta que a cirurgia deverá ser feita amanhã mesmo. Antes de dormir, oro outra vez: “Ó, Deus, recompõe o esôfago de Clara.”

 

25 de julho

Dou graças pelos profissionais ligados à área de saúde, Agradeço a Deus os medicamentos, a engenharia médica, as técnicas cirúrgicas, o avanço das ciências médicas. Dou graças também pelo SUS — Sistema Único de Saúde, e peço a Deus que ele se estenda a todo o país e a todas as pessoas, sem complicações e sem burocracia, especialmente aos mais pobres, para aliviar a dor dos que sofrem. E que, apesar da rotina cansativa, médicos e enfermeiros tratem cada caso com humanidade, com amor, como estão fazendo com Clara e com as crianças mais pobres que ela, de acordo com o que eu observo na UTI infantil. Se não fosse o SUS, Clara, a rigor, não estaria aqui. Cada dia na UTI é uma fortuna.

Fac-simile da primeira página do “Diário”, publicado na edição 237 da revista Ultimato, em 1995.

Às 10h30 estou na sala de espera do centro cirúrgico. Estão abrindo a barriguinha de Clara para tentar achar um pedacinho do esôfago em baixo para emendar com a parte de cima. E se não houver esse pedacinho? “Ó Deus, recompõe o esôfago de Clara, para a comida passar da boca para o estômago, e ela não morrer.”

Às 12 horas e pouco, a equipe sai do centro cirúrgico em direção ao elevador, passando pela sala de espera. A netinha está toda coberta numa cama sobre rodas. Vejo só a cabecinha dela.
O cirurgião me diz que a operação foi um sucesso. Clara tinha um bom pedaço de esôfago caído lá em baixo e não foi necessário nem sequer esticar as duas partes. Apenas emendaram uma na outra. E também fecharam o buraco entre o esôfago e a traqueia. “Ó Deus, obrigado por teres recomposto o esôfago de Clara.” O médico me avisa que ainda há alguns riscos sérios, como infecções pós-operatórias e o estreitamento do esôfago na altura da emenda. “Ó Deus, alarga o esôfago da tua serva e livra-a de infecções.”

Vejo Clara mais duas vezes, no horário regular de visita às duas da tarde e, por concessão especial da médica de plantão, às sete da noite.

 

26 de julho

Às dez horas faço minha oitava visita à Clara. Ela está mais abatidinha e mais branquinha. Precisa ou precisou de transfusão de sangue.

Marcos chega de Viçosa para ver a filhinha operada. Vamos juntos à Santa Casa para a visita das duas horas da tarde. O genro afixa no berço uma foto da família (ele, Gínia e André) e duas mensagens escritas. Uma é para o pessoal da UTI e diz assim:

“Eu sou Clara. Nasci no dia 19 de julho às 16h40. Tenho um irmãozinho de dois anos, chamado André. Meu pai se chama Marquinho e minha mãe, Gínia. Somos muito gratos a todos vocês pelo cuidado e carinho!”

No rodapé há uma citação de Jesus: “Em verdade afirmo a vocês que sempre que atenderam a um destes pequeninos irmãos, a mim atenderam” (Mt 25.40).
A outra é para a netinha:

“Clarinha, você é do Papai do céu e de nós todos. Amamos muito você. Estamos esperando você com muita festa! Mamãe, papai, André, vovôs, vovós, titios, titias, priminhos e priminhas, e muitos amigos que estão longe ou perto orando por você.”

Este é o oitavo dia de vida de Clara.

 

27 de julho

Antes de regressar a Viçosa para ficar ao lado de Gínia e André, Marcos volta ao hospital e eu vou com ele. É a minha décima visita à Clara.

A médica de plantão conversa longo tempo com Marcos. Diz que vai tudo muito bem. Explica que Gínia não deve tomar nada para impedir a produção do leite materno, pois breve Clara vai precisar dele.

Faço mais duas visitas à Clara: às 14 e às 20 horas. Destas vezes sem a companhia de Marcos, de volta a Viçosa. Beijo o pezinho dela.

 

28 de julho

Este é meu penúltimo dia em Belo Horizonte. Faço minha costumeira visita à Clara. Quase todos os aparelhos já foram desligados. Lembro-me do senador Darci Ribeiro, que fugiu da UTI onde estava internado e escreveu um artigo contra esses mesmos aparelhos. Na época dei alguma razão ao senador, mas agora, não.

A danadinha está esperta como nunca. Mexe demais. Foi preciso prender os bracinhos com esparadrapo na caminha para evitar que ela retire os tubos pelos quais se alimenta. A menina está doida para mamar. Mexe com os músculos dos lábios como se estivesse ao seio da mãe. Chora alto. A enfermeira pinga uma gotinha de glicose na boca e ela pára de chorar.

Djanira chega de Viçosa às 13h20. Preparo uma sopa Knorr para ela e vamos para a visita da tarde. É a primeira visita da avó e a 14ª do avô. Bato uma foto das duas. Sessenta e três anos separam uma da outra. Até então, Djanira estivera ao lado da filha e do outro neto nesta conjuntura especial.

 

29 de julho

Gínia, já com os pontos da cesariana retirados, e Marcos chegam cedo de Viçosa. Vamos todos ao hospital, mas eu e Djanira não entramos na UTI, para o casal ficar a sós com a criança. Gínia se comove. É a primeira vez que vê a filha depois do internamento dela em Belo Horizonte.

Deixo a minha torre de vigia no Square e volto com Djanira para Viçosa. Gínia agora está em condições de permanecer em Belo Horizonte. Clarinha precisa muito mais dela do que do avô. É também possível que daqui a dois ou três dias ela já possa mamar sem fazer voltar o leite materno, graças à recomposição de seu esôfago.

Sou obrigado a me lembrar de uma outra cirurgia muito mais dolorosa e muito mais eficaz, aquela que custou a vida de Jesus Cristo e recompôs pelo sangue de Jesus o novo e vivo caminho que nos leva à presença de Deus (Hb 10.19-22).

>> Artigo publicado originalmente na edição 237, da revista Ultimato.

Nota da neta:

Descobri que minha veia jornalística é ainda mais curta do que eu imaginava.

Em julho de 95 meu avô escrevia esse “Diário de emergência do avô de Clara”, com relatos sobre a sua neta que mal havia saído do útero e já estava internada em um hospital em BH. Vinte e um anos mais tarde a situação se inverte: ele no hospital e a neta com a tarefa de transmitir os relatos.

Mas o ofício do jornalista não é hereditário e as palavras “diário” e “emergência” não cabem no meu relógio atrasado. Precisei de um ano inteiro pra perceber que o Diário de emergência da neta de Élben existia. Não, não no papel, era um diário mental. As memórias foram cuspidas uma atrás da outra, não pela notícia – já não eram notícia – mas pela necessidade. 

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Padre Antônio Vieira Sermão da quarta dominga do Advento

 

A mim, a imagem dos meus pecados me comove muito mais que essa imagem do Cristo crucificado. Diante dessa imagem do Cristo crucificado eu sou levado a ensoberbecer-me por ver o preço pelo qual Deus me comprou. Diante da imagem dos meus pecados é que eu me apequeno por ver o preço pelo qual eu me vendi. Por ver que Deus me compra com todo o seu sangue, eu sou levado a pensar que eu sou muito, que eu valho muito. Mas quando noto que eu me vendo pelos nadas do mundo, aí eu vejo que eu sou nada. Eu valho nada.

Padre Antônio Vieira Sermão da quarta dominga do Advento.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Historias lindas e emocionantes sobre a importância da familia!

6 HISTÓRIAS DE FAMÍLIA QUE VÃO TE EMOCIONAR!

1. A Pescaria mais Importante da Minha Vida


 

Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais junto ao chalé da família, numa ilha no meio de um lago de New Hampshire.

A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas ele e o pai saíram no fim da tarde para pegar peixes-lua e percas, cuja pesca era liberada. O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo as ondulações se tornaram prateadas por causa do efeito da Lua nascendo sobre o lago.


Quando o caniço vergou, soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração enquanto o garoto habilmente arrastava o peixe ao longo do cais.


Finalmente, com muito cuidado, ele levantou o peixe exausto da água. Era o maior que já tinha visto, mas era um dos peixes cuja pesca só era permitida na temporada.


O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras para trás e para a frente sob a luz da lua. O pai acendeu um fósforo e olhou o relógio. Eram dez da noite – faltavam duas horas para a abertura da temporada. O pai olhou para o peixe, depois para o menino.


– Você tem de devolvê-lo, filho – ele disse.


– Mas, papai! – reclamou o menino.


– Vai aparecer outro peixe – disse o pai.


– Não tão grande como este – choramingou o filho.


O menino olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou barcos visíveis ao luar. Olhou novamente para o pai.


Mesmo sem ninguém por perto, o garoto sabia, pela clareza da voz do pai, que a decisão não era negociável. Devagar tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura.


A criatura movimentou rapidamente seu corpo poderoso e desapareceu. O menino desconfiou que jamais veria um peixe tão grande como aquele.


Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, aquele garoto é um arquiteto de sucesso em Nova York. O chalé de seu pai ainda está lá, na ilha do meio do lago, e ele leva seus filhos e filhas para pescar no mesmo cais.

 

E ele estava certo. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite, há tanto tempo. Mas ele sempre vê o mesmo peixe – repetidamente – todas as vezes que se depara com uma questão de ética.


Porque, como seu pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo e errado. Apenas a prática da ética é que é difícil. Agimos corretamente quando alguém está olhando? Nós nos recusamos a passar por cima de regras para conseguir entregar o projeto a tempo? Ou nos recusamos a negociar ações com base em informações que sabemos que não devíamos ter?


Faríamos isso se nos tivessem ensinado a devolver o peixe para a água quando éramos jovens. Porque teríamos aprendido a verdade.


A decisão de fazer a coisa certa está vívida em nossas lembranças. É uma história que contaremos com orgulho a filhos e netos.


Não é uma história sobre como tivemos a oportunidade de derrotar o sistema e a aproveitamos, mas sobre como fizemos a coisa certa e ficamos fortalecidos para sempre.


James P. Lenfestey

Histórias para Aquecer o Coração dos Pais


2. Para ler quando estiver sozinho

Eu tinha treze anos e minha família se mudara do norte da Flórida para o sul da Califórnia um ano antes. Eu era, como a maioria dos adolescentes, raivoso e rebelde, não dando importância ao que meus pais diziam, principalmente se tivesse alguma coisa a ver com meu comportamento.


Lutava para contestar qualquer coisa que não correspondesse à minha ideia do mundo. De uma extrema autosuficiência, eu rejeitava qualquer manifestação pública de amor. Na verdade, ficava irritado com a simples menção da palavra amor.


Na noite de um dia particularmente difícil, entrei no quarto como um furacão, tranquei a porta e me joguei na cama. Ali deitado, escorreguei as mãos por baixo do travesseiro e achei um envelope. Nele se lia: “Para ler quando estiver sozinho.”

 

Como estava sozinho, ninguém saberia se eu lera ou não. Assim, abri e li:


Mike, sei que a vida está dura agora, sei que você se sente frustrado e que, apesar da nossa boa intenção, nem tudo que fazemos é certo. Mas sei principalmente que amo você demais e nada do que você faça ou diga vai mudar isso. Nunca. Estou aqui para conversar, se você precisar e, se não precisar, tudo bem. Saiba que não importa aonde você vá ou o você faça na vida, sempre vou amá-lo e sentir orgulho de tê-lo como filho. Estou aqui por você e o amo. Isso não vai mudar nunca.


Com amor. Mamãe.


Esta foi a primeira de muitas cartas “para ler quando estiver sozinho”. Jamais falamos sobre elas, até eu ser adulto.


Hoje eu corro mundo ajudando pessoas. Estava dando um seminário na Flórida e, no final da palestra, uma senhora veio falar comigo sobre os problemas que estava tendo com o filho. Fomos até a praia e falei para ela do enorme amor de minha mãe e das cartas “para ler quando estiver sozinho”. Semanas depois, recebi um cartão onde a senhora dizia ter escrito sua primeira carta para o rapaz.


Naquela noite, passei a mão sob meu travesseiro e me lembrei do alívio que sentia sempre que encontrava uma carta. Nos anos atribulados de minha adolescência, as cartas eram a garantia silenciosa de que eu era amado, apesar de tudo, incondicionalmente. Essa gratuidade do amor de minha mãe me ajudou a superar as crises e revoltas da adolescência e fez vir à tona o que eu tinha de melhor. Agradeci a Deus por minha mãe saber do que eu – um adolescente raivoso – precisava. Por ela ter persistido apesar do meu silêncio, da minha aparente indiferença.


Hoje, quando os mares da vida se tornam revoltos, sei bem que sob o meu travesseiro está a segurança de que o amor – consistente, durável, incondicional – é capaz de mudar vidas.


Mike Straver

Histórias para Aquecer o Coração das Mães


3. Orgulho

Eu e minha família estávamos de férias em Sedona, Arizona, e resolvemos andar a cavalo. Telefonei para o local onde se alugavam os cavalos para fazer uma reserva e pedir informações sobre como chegar até lá. As informações que me deram foram vagas, mas achei que poderia encontrar o local. No caminho, minha mulher me perguntou se não poderíamos ligar para lá e pedir maiores detalhes. Pensei que se eu fizesse isso iria parecer incapaz e incompetente, por isso disse que não e segui em frente.


À medida que percorríamos quilômetros e mais quilômetros, minha esposa ficava cada vez mais agitada e chateada. Continuei a procurar um determinado sinal na estrada que havia anotado. Finalmente encontrei-o no lado esquerdo, e não no lado direito da estrada, conforme me tinham ensinado. Àquela altura, “concordei” em parar em uma pequena construção, e perguntei a um homem que estava trabalhando. Ele não entendeu uma palavra do que eu disse, pois falava espanhol e eu só falava inglês. Mas de alguma forma nós nos comunicamos ao proferirmos “cavalos, cavalos”, e ele fez sinal para que eu seguisse em frente.


Nesse momento, minha esposa já estava furiosa.

 

– Por que você não perguntou aos donos do estábulo?


Eu estava começando a duvidar seriamente se encontraria o local e já estávamos atrasados. Peguei uma estradinha de terra que parecia promissora e… achei o lugar!


– Viu? – disse à minha esposa. – Você é que não teve fé em mim. Eu sabia o tempo todo que ia encontrar!


Portanto, eu estava certo, mas qual foi o preço que tive que pagar por estar certo?


A bela manhã com minha família tinha se transformado em um tenso pesadelo. Minha esposa estava zangada comigo e meus filhos choravam. A coisa mais fácil seria ter dito aos proprietários do lugar, quando fiz a reserva: “Por favor, será que podem me explicar melhor como chegar até aí?” Eu teria tido que admitir que precisava de mais ajuda do que já tinha tido, mas meu orgulho não deixou.


Mark Victor Hansen



4. Flores para o Dia das Mães

Quando meu marido anunciou calmamente que, após onze anos de casamento, havia dado entrada em nosso divórcio e estava saindo de casa, meu primeiro pensamento foi para os meus filhos. O menino tinha apenas cinco anos e a menina, quatro. Será que eu conseguiria nos manter unidos e passar para eles um sentido de “família”? Será que eu, criando-os sozinha, conseguiria manter o nosso lar e ensinar-lhes a ética e os valores dos quais certamente precisariam para a vida? A única coisa que eu sabia era que precisava tentar.


Freqüentávamos a igreja todos os domingos. Durante a semana, eu arranjava tempo para rever os deveres de casa com eles e, freqüentemente, discutíamos a importância de fazermos as coisas certas. Isso me tomava tempo e energia quando eu tinha pouco de ambos para dar. Mas o pior era não saber se realmente estavam absorvendo tudo aquilo tudo.


Ao entrarmos na igreja no Dia das Mães, dois anos após o divórcio, notei carrocinhas cheias de vasos com os as mais lindas flores ladeando o altar. Durante o sermão, o pastor disse que, a seu ver, ser mãe era uma das tarefas mais difíceis da vida e que merecia não só reconhecimento como, também, recompensa. Assim, pediu que cada criança fosse até a frente da igreja para escolher uma linda flor e entrega-la à mãe como símbolo do quanto era amada e estimada.


De mãos dadas, meu filho e minha filha percorreram o corredor com as outras crianças. Juntos, refletiram sobre qual planta trazer para mim. Nó havíamos passado momentos muito difíceis e esse pequeno gesto de valorização era tudo que eu precisava.Olhei aquelas lindas begônias, as margaridas douradas e os amores-perfeitos violetas e pus-me a planejar onde plantar o que quer que escolhessem para mim, pois certamente trariam uma linda flor como demonstração do seu amor.


Meus filhos levaram a tarefa muito a sério e olharam cada vaso. Muito depois de as outras crianças já terem retornado aos seus lugares e presenteado suas mães com uma linda flor, meus dois ainda escolhiam. Finalmente, com um grito de alegria, acharam algo bem no fundo. Com sorrisos exuberantes a iluminar seus rostos, avançaram satisfeitos pelo corredor até onde eu estava sentada e me presentearam com a planta que haviam escolhido como demonstração de seu apreço por mim pelo Dia das Mães.


Fiquei olhando estarrecida para aquele pequeno ser roto, murcho e doentio que meu filho estendia em minha direção. Aflita aceitei o vaso de suas mãos. Era óbvio que os dois haviam escolhido a menor planta, a mais doente de todas ¾ nem flor tinha. Olhando para rostinhos sorridentes, percebi o orgulho que sentiam daquela escolha e, sabendo o quanto haviam demorado para selecionar aquela planta em especial, sorri e aceitei a lembrança.


Mais tarde, no entanto, tive de perguntar – de todas aquelas flores maravilhosas, o que os havia feito escolher justamente aquela para me dar?


Todo orgulhoso, meu filho declarou:


– É que aquela parecia precisar de você, mamãe.


Enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto, abracei meus dois filhos, bem apertado. Eles acabavam de me dar o maior presente de Dia das Mães que jamais poderiam ter imaginado. Todo o meu trabalho e sacrifício não havia sido em vão ¾ eles iam crescer perfeitamente bem.


Patrícia A. Rinaldi

Do livro: Histórias para Aquecer o Coração das Mães



5. O que significa ser adotado?

Debbie Moon, professora do primeiro ano, estava com seus alunos vendo a fotografia de uma família. Na foto, um menininho tinha o cabelo de cor diferente da dos outros.


Uma das crianças achou que ele era diferente porque devia ter sido adotado, e uma menininha chamada Jocelyn disse:

“Eu sei tudo sobre adoção porque eu sou adotada.”


“O que quer dizer ser adotado?”, perguntou uma outra criança.


“Significa,” disse Jocelyn, “que você cresceu no coração de sua mãe em vez de crescer na barriga dela.”


George Dolan

Livro: Histórias para Aquecer o Coração 2 – Autor: Jack Canfield e Mark Victor Hansen – Editora: Sextante


6. Mamãe sabe tudo

No início da década de 1980, eu era gerente de vendas de uma grande companhia de treinamento. Uma das minhas responsabilidades era treinar pessoas na área de vendas. Eu era bom no meu trabalho. Ensinava às pessoas que falta de tempo e de oportunidade eram apenas desculpas por não se ter produzido resultados.


Minha mãe, que morava perto de mim, é uma imigrante grega que vem de uma família de 12 filhos. Ela estudou apenas até o 3° ano primário. Sua grande provação ao vir para seu novo país era estar separada dos amigos e dos parentes, alguns dos quais também vieram, mas a cidade era grande e eles moravam muito distante. O ponto alto de cada semana era o domingo, quando ela enfrentava um trajeto de uma hora de ônibus para ir até a igreja. Depois do culto, enquanto tomava uma xícara de café grego, ela e as amigas conversavam sobre os últimos acontecimentos, fofocavam e contavam histórias sobre suas famílias. Ela fez isso durante trinta anos.


A população grega da nossa região cresceu o suficiente para que se pensasse em construir uma nova igreja no nosso bairro. Os membros do comitê decidiram levantar o capital inicial vendendo bilhetes de uma rifa. Minha mãe agarrou a chance de participar. Ela não tinha treinamento formal na arte de vendas, mas isso nunca passou pela sua cabeça. Seu plano era simples: oferecer bilhetes para o maior número de pessoas possível e fazê-las sentir-se culpadas se não comprassem.


Foi aí que eu entrei em cena. Ela disse que eu era muito importante e que devia conhecer muitas pessoas. Deu-me dez talões com dez bilhetes cada, com o preço unitário de um dólar, fazendo um total de cem dólares. Uma semana depois, eu apareci com apenas metade dos bilhetes vendidos. Grande erro!


– Se pelo menos eu tivesse mais tempo, eu poderia vender todos estes bilhetes que você me deu – eu disse à minha mãe. – Eu simplesmente não tenho tempo.


– Conversa fiada (pelo menos foi o equivalente em grego para conversa fiada). Ou você faz uma coisa ou tem um monte de desculpas para dizer por que não fez – minha mãe disparou de volta. – Você arranjou tempo para jantar fora, assistir televisão, correr e ir ao cinema. O que o tempo tem a ver com isto? Nada! Você pensa que é tão esperto com todo o seu estudo e seu emprego importante, mas não consegue nem mesmo dizer a verdade.


Depois de falar todas essas verdades, ela começou a chorar. Fiquei desolado. Concordei, na hora, em comprar o resto dos bilhetes. Ela parou de chorar imediatamente e disse:


– Quando você quiser alguma coisa, arrume tempo para conseguir. – Sorriu e continuou: – Por ser tão patético com suas desculpas aqui estão mais dez talões. Agora vá e venda todos.


Como gerente de vendas, eu perdia feio para minha mãe.


Ela continuou, demonstrando que não arranjando desculpas poderia produzir resultados extraordinários. Ela conseguiu vender mais do que qualquer outro voluntário, fazendo uma média de 14 por 1. Vendeu sete mil bilhetes. Sua ameaça mais próxima foi um vizinho que vendeu quinhentos.


Aprendi um novo nível de distinção entre tempo e resultados. Eu sempre quis ter o meu próprio negócio, mas dizia constantemente que não era a melhor hora e que não tinha dinheiro. Porém, eu continuava a ouvir a voz da minha mãe na minha cabeça: “Ou você faz uma coisa ou tem um monte de desculpas para dizer por que não fez”.


Seis meses depois, saí do meu emprego e comecei o meu próprio negócio, treinando as pessoas em como administrar o tempo. Que outro campo eu poderia ter escolhido?


Nicholas Economou

Do livro: Espírito de Cooperação no Trabalho


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Um conto sobre a independência das mulheres

 Diz a lenda que o Rei Artur estava caçando com seus cavaleiros, quando se perdeu e se encontrou sozinho em uma parte desconhecida da floresta. De repente, Arthur percebeu que não podia se mexer, que o seu corpo tinha sido congelado por uma força estranha. Uma figura ameaçadora, um cavaleiro vestido com uma armadura negra, apareceu diante dele no meio do bosque. O cavalheiro disse a Arthur que tinha sua vida em seu poder, mas que o perdoava na condição de que lhe desse a resposta certa a uma pergunta no prazo de um ano. Se a resposta estivesse errada, o cavalheiro acabaria com a sua vida. Arthur concordou com o acordo, e o cavalheiro fez-lhe a pergunta:

"O que as mulheres realmente querem? ".

No ano seguinte, Arthur e seus homens andaram por cidades, vilas e aldeias fazendo a pergunta a mulheres de todos os tipos e anotando as respostas em um livro grosso. Algumas mulheres falavam de amor verdadeiro, outras de filhos, algumas de riquezas, mas nenhuma das respostas que recebiam lhes parecia satisfatória, então, à medida que a data se aproximava, Arthur começou a desesperar.

No entanto, um dia voltando a passear pelas suas terras, encontrou uma mulher monstruosa, de cabelo emaranhado, corpo deformado e gigantesco e rosto assustador. Assustado, Arthur queria enrolar o seu cavalo, mas a mulher o impediu dizendo que tinha a resposta que procurava e que podia salvar a sua vida se ele concordasse em compensá-la. "Sou Lady Ragnell, e quero me casar com um dos seus cavaleiros, Sir Gawain, mas só se ele concordar em fazê-lo. "

Arthur ficou horrorizado com a proposta, mas respondeu que consultaria Sir Gawain antes de responder. Ao voltar ao palácio, o rei expôs o problema com relutância ao belo cavaleiro, mas este respondeu imediatamente que se casaria com Lady Ragnell, mesmo que fosse um demónio, se isso conseguisse salvar a vida de Arthur.

Depois de falar com o cavaleiro, o rei voltou para a floresta e respondeu a Lady Ragnell que Sir Gawain se casaria com ela, mas somente se a resposta fosse a certa. Se alguma das outras compiladas no livro funcionasse, o noivado ficava quebrado. Lady Ragnell concordou e deu-lhe a cobiçada resposta: "O que as mulheres querem acima de tudo é soberania sobre si mesmas, ser capaz de decidir. "

No dia marcado, o Rei Atur foi até a floresta para encontrar o cavaleiro. Mais uma vez, o estranho personagem apareceu do nada, procurando a resposta. Arthur primeiro lhe entregou o livro com as milhares de respostas recolhidas. O cavalheiro olhou para ele e riu-se com estrépito, pensando que tinha ganho, mas então Arthur deu-lhe a resposta que Lady Ragnell lhe tinha dado, e o cavaleiro ficou com raiva. "Só a minha irmã pôde te dar essa resposta. Vá para onde quiser, Arthur, você está livre e nossa conta está paga. "

Ao ver Lady Ragnell pela primeira vez, Gawain ficou consternado com sua feiura, mas fiel à sua promessa, reafirmou sua decisão de se casar com ela. As mulheres da corte choravam ao pensar em um cavalheiro tão lindo casado com um monstro assim, enquanto os outros cavaleiros estavam felizes por não terem sido eles os escolhidos. Após a cerimônia e o banquete, os recém-casados foram levados para o seu quarto. Reticente em tocar na sua esposa, tinha que ser ela a pedir um beijo, então fazendo recolha de coragem, Gawain beijou-a. No ato, a mulher monstruosa tornou-se uma linda jovem nos seus braços.

"Tive que esperar que um cavalheiro concordasse em casar comigo de livre vontade para recuperar minha forma, mas só consigo mantê-la metade do tempo, então agora tenho que te dar uma escolha: Você prefere que eu tenha minha forma monstruosa de noite ou de dia? ", disse Lady Ragnell ao consternado cavaleiro. Gawain ficou pensando por uns instantes, valorizando ambas as opções. Finalmente, respondeu à criada que não podia dizer, que era ela quem devia escolher quando manter a sua forma. Ela sorriu e disse-lhe: "Com a sua resposta você acabou de quebrar completamente o feitiço do meu irmão, o cavaleiro negro, que me impôs porque me considerava muito independente. Agora eu não tenho que voltar para meu aspecto monstruoso, caro Gawain. Você me deu o que toda mulher deseja, capacidade de decidir por si mesma."

E conta a lenda que viveram felizes e apaixonados até o fim dos seus dias....

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Young ladies, this is for you!!! 🤗

 Young ladies, this is for you!!! 🤗


A woman arrived in a store wearing clothes that showed her body all too well. The shop owner, being a wise older man, took a good look at her, asked her to sit down, looked straight into her eyes, and said something she would never forget for the rest of her life.


“Young Lady, everything that God has made valuable in this world, is covered up and hard to see or find."


For example:


1. Where can you find diamonds?


• In the ground, covered and protected.


2. Where are the pearls?


• Deep in the ocean, covered and protected in a beautiful shell.


3. Where can you find gold?


• Underground, covered with layers of rock, and to get there you have to work very hard and dig deep.


He looked at her again and said, "Your body is sacred and unique to God."


You are far more precious than gold, diamonds, and pearls, therefore you must be covered too.


He then added: "If you keep your precious minerals like gold, diamonds, and pearls deeply covered, a “reputable mining organization” with the necessary machines, will work for years to mine those precious goods.


* First, they will contact your government (family),


* Second, sign professional contracts (marriage),


* Third, they will professionally extract those goods, and tenderly refine those precious goods. (marital life).


But if you let your minerals find themselves on top of the Earth's surface (exposed to everyone), you will always attract many illegal miners to come, exploit, illegally, and freely take those riches and leave you without the precious goods God gave you!


WOMEN, YOU ARE VALUABLE!! ❤


Remember - Class is more desirable than Trash.


Author - Diane Walls.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

The Changing Meaning of BF Over Time

 1. A young boy said to a young girl:

"I am your BF! I am your BF!"

The girl asked:
"What is BF?"

The boy smiled and said:
"BF means Best Friend."

2. As they grew up, the girl became very beautiful. One day, the boy said again:
"I am your BF!"

The girl blushed and asked:
"What does BF mean now?"

The boy replied:
"BF means Boyfriend."

3. A few years later, they got married and had kids. The husband said to his wife:
"I am your BF!"

The wife smiled and asked:
"What does BF mean now?"

The husband looked at their children and said:
"BF means Baby’s Father."

4. As they grew old, they sat together one evening. The old man said:
"My dear, I am your BF!"

The woman laughed and asked:
"What does BF mean now?"

The old man smiled and said:
"BF means Be Forever."

5. On his deathbed, the old man said:
"I am your BF."

The woman, crying, asked:
"What does BF mean now?"

The old man replied:
"BF means Bye Forever."

6. After some time, the old woman passed away too. Their children placed their photo together and wrote:
"BF means Besides Forever."